segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Lavar as toalhas de banho. Dicas importantes

Por que você deveria lavar as toalhas de banho com mais frequência do que imagina

  • 8 janeiro 2017


Toalhas secando no varalDireito de imagemAFP/GETTY IMAGE
Image captionO melhor é secar toalhas ao ar livre
Não há dúvida que todo mundo adora sair do banho e se secar com uma toalha macia, felpuda e, principalmente, limpa.
Mas, além do prazer de uma toalha perfumada, existe mais uma razão para se preocupar com a questão da limpeza: os fungos e bactérias.
Cientistas afirmam que as toalhas que usamos diariamente para secar mãos, rosto ou todo o corpo são locais de cultivo de todo tipo de bactérias e fungos, além de acumularem células de pele morta e secreções salivares, anais e urinárias.
Para piorar, as toalhas também podem acumular ácaros e outros agentes prejudiciais à saúde.
Esses pedaços de tecido são ambientes ideais para a proliferação de tudo isso, pois têm muitas das condições indispensáveis para garantir a vida dos micróbios, entre elas água, temperatura alta e oxigênio.

Na toalha e no corpo



Toalhas limpasDireito de imagemTHINKSTOCK
Image captionToalhas limpas não são apenas um prazer, são uma necessidade
Nosso corpo também apresenta estas condições ideais para bactérias e fungos - nós estamos cobertos de microorganismos dos pés à cabeça.
Desta forma, quando você se seca com a toalha, os micróbios e secreções de nosso próprio corpo ficam depositados no tecido.
Os resíduos celulares, junto ao oxigênio do ambiente, servem de alimento para os micróbios. E a umidade constante do banheiro favorece sua sobrevivência e reprodução.
A maioria dos micróbios provavelmente não vai causar nenhum problema, já que eles estão saindo de nosso próprio corpo. Mas eles estão ali, na toalha, se multiplicando rapidamente...
E tudo muda se você compartilha toalhas: neste caso, o corpo fica exposto aos micróbios do outro.
E o pior é que as toalhas também podem acumular micróbios que estão presentes no próprio banheiro.

Cama e mesa

Estudos realizados em hospitais confirmam que as toalhas e os lençóis são veículos para a disseminação de vírus e bactérias.
Apesar de, comparativamente, residências não serem ambientes de alto risco, é certo que as toalhas podem se transformar em um problema.


Toalhas penduradasDireito de imagemTHINKSTOCK
Image captionO ambiente do banheiro às vezes não facilita a secagem das toalhas
Uma pesquisa realizada pela revista Women's Health em 2015 sugeriu que 44% das mulheres ouvidas trocavam os lençóis e toalhas uma vez por semana. Mas 47% faziam isso duas vezes por mês ou menos.
"Não há dados científicos para determinar com exatidão com qual frequência devemos trocar lençóis e toalhas", disse à BBC a cientista Sally Bloomsfield, especialista em doenças infecciosas e consultora do Fórum Científico Internacional de Higiene do Lar.
Porém, acrescenta a especialista, há provas de que existem riscos de infecção dentro de casa.
São desde infecções na pele até uma variedade de doenças como as causadas por bactérias Escherichia coli ou Staphylococcus aureus.
E aí surgem as dúvidas de como minimizar estes riscos.
Em primeiro lugar Bloomsfield desaconselha o compartilhamento de toalhas, especialmente as toalhas de mão, assim como outros objetos relacionados à higiene pessoal.
"Os tecidos úmidos são um refúgio especial para organismos prejudiciais", alertou a pesquisadora.
Quanto ao intervalo para substituir as toalhas, durante muito tempo o conselho foi de trocas semanais como uma forma de evitar infecções.
Mas agora os cientistas acreditam que até uma semana é tempo demais para usar uma toalha.
"Se você consegue secá-las completamente, não deve usá-las mais do que três vezes. Este é o máximo", aconselha Philip Tierno, microbiólogo e patologista da Escola de Medicina da Universidade de Nova York em uma entrevista para o Business Insider.


Toalhas no banheiroDireito de imagemTHINKSTOCK
Image captionMicroorganismos gostam do ambiente úmido do banheiro

Tudo seco

A chave, segundo os especialistas, é que entre um uso e outro a pessoa consiga secar a toalha completamente. Algo que nem sempre acontece em espaços sem janelas ou com pouca ventilação - por exemplo, se a porta do banheiro onde a toalha fica pendurada fica fechada.
"Bactérias e mofo começam a se acumular, mas seu crescimento é freado à medida que a toalha seca", explicou Kelly Reynolds, professor de saúde ambiental da Universidade do Arizona.
Bloomsfield, por sua vez, é mais radical: acredita que, em uma situação ideal, as pessoas deveriam lavar as toalhas depois de cada uso.
Se isso não for possível, "é preciso enxaguá-las imediatamente depois do uso e secar muito bem a toalha".
Para acabar com os microorganismo, é preciso enxaguar a toalha com água a 60 graus. Ou, caso a água esteja em uma temperatura mais baixa que esta, usar detergentes que incluam agentes branqueadores que tenham como base o oxigênio.


Roger FedererDireito de imagemAFP/GETTY IMAGES
Image captionAs toalhas acumulam células mortas e secreções do corpo e, se forem usadas para secar o suor, acumulam uma quantidade ainda maior de resíduos
Também ajuda usar uma pequena dose de vinagre branco para evitar o cheiro de umidade e, em seguida, lavar a toalha com o sabão que geralmente é usado na casa.
E, se possível, o melhor é secar as toalhas ao ao livre.
Bloomsfield afirma que, na dúvida, é melhor lavar demais do que de menos.
Os especialistas também apontam para um sinal de alerta: o cheiro de umidade na toalha é sinal de que os micróbios estão se multiplicando no tecido - é preciso jogá-la na máquina de lavar roupas o mais rápido possível.


Fonte: http://www.bbc.com

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Por que milhares de pessoas receberão salários sem trabalhar em 2017 .Imagine ganhar um salário todo mês sem precisar trabalhar?

Por que milhares de pessoas receberão salários sem trabalhar em 2017

  • 3 janeiro 2017
Homem debaixo de 'chuva de dinheiro'Image copyrightTHINKSTOCK
Image captionGovernos de vários países vêm discutindo possibilidade de conceder rendimento básico a todos os cidadãos, estando eles empregados ou não
Imagine ganhar um salário todo mês sem precisar trabalhar?
O sonho de muitas pessoas está para se tornar realidade em alguns países do mundo, que discutem implementar, cada um a seu modo, variações da chamada Renda Básica Universal (RBU).
Por esse sistema, cada cidadão recebe uma quantia fixa por mês determinada pelo Estado, independentemente de trabalhar ou não.
A Finlândia, por exemplo, começa a conduzir, neste mês, um programa piloto com 2 mil finlandeses pelo qual cada um deles vai ganhar 560 euros (R$ 1.918) mensais.
No Brasil, uma lei instituindo a 'renda básica de cidadania', de autoria do ex-senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi aprovada em 2004, mas nunca foi regulamentada.
Governos de vários países vêm discutindo a possibilidade de implementar uma renda básica para todos os cidadãos. Confira aqui algumas experiências ao redor do mundo.

América do Norte

Canadá

A partir de março, a província de Ontário, no Canadá, dará início a um projeto piloto de renda mínima a todos os cidadãos, estando eles empregados ou não.
O custo do programa chega a US$ 18 milhões (R$ 58,6 milhões).
O país já havia sido palco de um dos maiores e mais ambiciosos experimentos de renda mínima na América do Norte, quando, em 1974, os 10 mil habitantes de uma pequena cidade agrícola chamada Dauphin receberam valores mensais sem contrapartidas.
O projeto não durou os quatro anos inicialmente planejados, mas a conclusão foi de que o resultado foi promissor.

Estados Unidos

Desde 1982, o Estado americano do Alasca paga a cada um de seus 700 mil habitantes uma espécie de RBU conhecida como Alaska Permanent Fund Dividend (Dividendo do Fundo Permanente do Alasca, em tradução livre).
O dinheiro vem dos rendimentos proporcionados por um fundo que investe os royalties do petróleo recebidos pelo Estado.
O valor varia a cada ano. Em 2016, foi de US$ 1.022 (R$ 3.320).

Europa

Finlândia

O programa piloto para implantar uma renda mínima universal começa a ser testado a partir deste ano.
Em princípio, 2 mil finlandeses escolhidos aleatoriamente vão receber cada um 560 euros (R$ 1.918) mensais.
Considerado como o novo modelo de previdência social dos anos 2020, o rendimento básico será livre de impostos e substituiria, no futuro, todos os auxílios sociais atualmente oferecidos pelo Estado por um único benefício, distribuído igualmente para todos.
O plano é testar o experimento neste ano e no próximo e fazer uma avaliação dos resultados em 2019.
O programa pioneiro ─ já que não existe, atualmente, nenhum sistema puro de renda mínima universal em nenhum lugar do mundo ─ tem o apoio de 70% da população finlandesa.

Alemanha

O Parlamento alemão concluiu que a RBU é "irrealizável" por um número de razões que inclui um provável aumento da imigração, a falta de viabilidade para financiá-lo e o fato de que os sistemas previdênciário e tributário do país teriam de ser reconfigurados.
Homem empurra carrinho de dinheiroImage copyrightTHINKSTOCK
Image captionFinlândia vai começar programa-piloto de renda mínima neste mês

Holanda

Assim como na Finlândia, a Holanda dá início neste mês a um experimento de dois anos pelo qual 300 moradores de Utrecht e de outras cidades próximas receberão de 900 euros (R$ 3.079) a 1,3 mil euros (R$ 4.447) por mês.
Desse grupo, 50 pessoas vão receber a renda básica sem qualquer tipo de regulamentação. Ou seja, se encontrarem um emprego ou obtiverem qualquer outra fonte de renda, poderão somar os dois rendimentos.
O experimento chama-se Weten Wat Werkt ("Saber o que funciona", em tradução livre).

Suíça

Em junho do ano passado, eleitores suíços foram às urnas votar em um referendo sobre a implementação de uma renda mínima garantida a todos os habitantes do país, mesmo àqueles que não trabalhassem.
A proposta acabou rejeitada pela ampla maioria da população.
O projeto previa estabelecer o pagamento de um salário de 2,5 mil francos suíços (cerca de R$ 9 mil) por adulto e 625 francos (R$ 2.350) por cada menor de 18 anos.

Índia

O Banco Mundial estima que, devido à evolução da tecnologia, a automatização pode cortar 68% dos empregos na Índia.
Por causa disso, o Instituto Nacional de Finanças Públicas e Política do país está defendendo a ideia de implementar a RBU como um substituto do sistema de bem estar social, que muitos consideram ineficiente e acusam de beneficiar os mais ricos em vez dos mais pobres.

Brasil

Apesar de aprovada e sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2004, a lei que institui a 'renda básica de cidadania' nunca foi regularizada ─ um dos passos necessários para sua implementação.
Seu principal articulador foi o ex-senador e atual vereador Eduardo Suplicy (PT-SP). O petista dedicou boa parte de sua vida política ao projeto.
De acordo com a lei, todos os brasileiros e estrangeiros que moram há pelo menos cinco anos no Brasil devem receber um benefício monetário suficiente para atender às despesas mínimas com alimentação, educação e saúde.
Suplicy diz considerar que o programa Bolsa Família é um dos meios para alcançar tal objetivo.
Manos con pulgares arriba y abajoImage copyrightTHINKSTOCK
Image captionProposta de renda mínima universal é cercada de polêmica

A polêmica

O conceito de uma renda básica universal vem sendo tema de discussão entre filósofos, economistas e políticos durante séculos, sempre cercado de muita polêmica.
Um dos fundadores dos Estados Unidos, o economista britânico Thomas Paine, propôs ─ em um ensaio chamado Justiça Agrária, de 1797 ─ a tributação de grandes propriedades fundiárias, de modo que cada indivíduo recebesse uma "subvenção de capital" que lhe permitiria "fugir à indigência e exercer os direitos declarados universais".
Já em 1853 o filósofo francês François Huet defendia tais transferências de renda sem contrapartidas para todos os jovens adultos, que seriam financiadas por impostos sobre heranças e doações.
Mais recentemente, economistas de renome, como o americano Joseph Stiglitz e o francês Thomas Piketty, engrossaram o coro pela aprovação de uma renda mínima universal.
Os partidários do sistema garantem que o benefício reduziria a desigualdade, ajudaria os desempregados e quem se dedica a cuidar de familiares sem ser remunerados, e equilibraria o aumento da automatização do trabalho.
Por outro lado, seus críticos afirmam que o pagamento regular feito pelo Estado desencorajaria as pessoas a trabalhar e, assim, prejudicaria a economia, fomentando a pobreza.
Mas segundo um estudo publicado em 2011 por Evelyn L. Forget, professora de Economia da Universidade de Manitoba (Canadá), o pagamento de uma renda básica a todos os cidadãos de Dauphin, durante o experimento conduzido na década de 70, reduziu a pobreza e amenizou vários outros problemas socioeconômicos.
Paralelamente, em vários países do mundo, incluindo muitos latino-americanos, há movimentos que pressionam com mais ou menos sucesso para que os salários mínimos se tornem salários dignos.
"A criação do salário mínimo foi uma tentativa de criar um nível básico de ingresso", diz Linda Yueh, professora adjunta de Economia na London Business School, na Inglaterra.
"A renda básica universal e o salário mínimo digno são ideias similares, mas a renda básica vai mais longe pois trata de assegurar que todo mundo tenha um nível mínimo de rendimento para poder viver", acrescenta ela.Imagine ganhar um salário todo mês sem precisar trabalhar?


Fonte: http://www.bbc.com/

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Pensão Alimentícia e o mito dos 30%

 Conforme consta na nossa Constituição Federal (art. 229) devendo as despesas dos filhos serem rateadas entre pai e mãe.

Conceito de Lenda urbana: Lendas urbanas, mitos urbanos ou lendas contemporâneas são pequenas histórias de caráter fabuloso ou sensacionalista, amplamente divulgadas de forma oral, por e-mails ou pela imprensa e que constituem um tipo de folclore moderno.

O Direito também é recheado de “mitos” ou “lendas urbanas”. Particularmente, como atuo exclusivamente na área do Direito das Famílias, uma das que mais me impressiona é o “pagamento obrigatório de 30% da pensão alimentícia”.

Diariamente lido com essa questão. Clientes chegam com o questionamento de como ingressar na justiça para garantir o direito de recebimento da pensão ou mesmo oferecer o pagamento da mesma, mas em sua grande maioria, o questionamento vem seguido do seguinte: “tenho que receber (ou pagar) 30%, certo? ”

Errado.

Primeiramente, é bom deixar claro: não existe determinação em Lei quanto ao percentual de pagamento da pensão. Absolutamente nada.

Sinceramente não sei como esse boato “dos 30%” acabou se espalhando. Em um breve trabalho de pesquisa não foi possível identificar. Analisando algumas decisões judiciais pelos diversos lugares do país, da mesma forma não há menção quanto a esse percentual obrigatório.

O que há sim é que em muitos casos entende-se por razoável tal porcentagem, de modo que não prejudique a vida de quem paga e não deixe necessitado quem recebe. Mas frisa-se, esse percentual pode variar para mais ou para menos dependendo do caso.

Mas então, como é calculado o pagamento?

No Direito das Famílias os operadores do Direito trabalham com o chamado binômio “capacidade x necessidade”. Deve-se analisar a situação que determinada família vive, quais as necessidades de quem receberá alimentos (moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, etc) e também a possibilidade de quem paga..

Particularmente trabalhei em casos que a incidência sobre o rendimento de quem paga variava de 10% até muitas vezes 50%.

Sobre o que foi explicado acima, a Lei se manifesta no mesmo sentido. Conforme artigo 1.694 do Código Civil vigente: “§ 1.º – Os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada”.

Importante lembrar que a responsabilidade pela criação e sustento dos filhos é de ambos os genitores conforme consta na nossa Constituição Federal (art. 229) devendo as despesas dos filhos serem rateadas entre pai e mãe, não podendo recair somente sobre os ombros de um deles.

Como pode-se notar, a confusão quanto ao percentual é imensa. O recomendável é buscar se informar, procurar um profissional capacitado para esclarecer as dúvidas seguir com o procedimento de forma adequada.

Texto disponível em Leonardo Petró Advocacia – Blog.

Fonte: http://folhanobre.com.br

sábado, 3 de dezembro de 2016

VOCÊ SABIA.

Comer antes de dormir faz mal à saúde?



Homem com insônia.Image copyrightTHINKSTOCK
Image captionEspecialistas recomedam jantar ao menos duas horas antes de dormir.

Para muita gente, especialmente quem passa o dia fora de casa, no trabalho ou estudando, o jantar se transformou na principal refeição do dia.
Especialistas dizem, no entanto, que comer à noite - especialmente quando a refeição é farta e realizada perto da hora de dormir - pode alterar o organismo e os processos digestivos.
Um estudo realizado com 700 adultos e apresentado em congresso recente da Sociedade Europeia de Cardiologia analisou a relação entre as horas nas quais se consome alimentos e os efeitos no organismo.
A pesquisa constatou que ingerir alimentos tarde da noite gera um impacto significativo na pressão arterial.

Família em refeiçãoImage copyrightTHINKSTOCK
Image captionPara muitas pessoas, o jantar se transformou na principal refeição do dia

Durante a noite, o processo fisiológico normal é a queda da pressão arterial.
Porém, o estudo descobriu que 24,2% dos participantes que comeram até duas horas antes de dormir não registraram uma queda adequada da pressão sanguínea.
Entre os que haviam jantado mais cedo, a porcentagem foi de 14,2%.

"Estado de alerta"

Segundo especialistas, consumir alimentos antes de dormir faz com que o organismo permaneça em "estado de alerta", no qual estimula a produção de hormônios do estresse, como a adrenalina, e pode alterar o ritmo circardiano, o ritmo diário do organismo.
Ebru Ozpelit, professora de Cardiologia da Universidade de Dokuz (Turquia), que apresentou o estudo, disse que os resultados sugerem que o que se come é tão importante quanto o tipo de alimentos que se ingere.
Ozpelit disse que a vida moderna está criando "hábitos de alimentação erráticos", como o de pular o café da manhã e comer cada vez mais tarde. Tais práticas, afirma, estão se tornando cada vez mais frequentes e podem causar danos ao longo do tempo.
"Devemos definir a frequência ideal e a hora dos alimentos", afirma Ozpelit.

Café da manhãImage copyrightTHINKSTOCK
Image captionEspecialistas reafirmam que o café da manhã é uma das refeições mais importantes do dia

"O café da manhã é importante, devemos tomar um café da manhã forte e não pular o almoço. Devemos fazer um jantar mais leve e ele não deve ser depois das sete da noite", afirmou.

Obesidade

Os especialistas afirmam que o corpo humano não está preparado para enfrentar muitos dos aspectos da vida moderna.
Com a chegada da luz artificial e a industrialização, os humanos modernos começaram a experimentar horas prolongadas de iluminação. Isso levou a um consumo estendido de alimentos e ao consumo de alimentos cada vez mais tarde no dia.

JantarImage copyrightTHINKSTOCK
Image captionJantar tarde também pode aumentar o risco de resistência à insulina e dificultar a perda de peso durante regimes.

Sandra Hirsch, especialista em nutrição humana pelo Instituto de Nutrição e Tecnologia de Alimentos da Universidade do Chile, afirma que as refeições noturnas podem ter efeitos adversos no organismo.
"Quando alguém come, uma série de processos metabólicos se desenvolve", disse a especialista à BBC Mundo.
"São liberados hormônios no processo de absorção de alimentos. Portanto, se eu comer e ir dormir, esses mecanismos hormonais podem ter impactos negativos no organismo."
Segundo ela, alguns desses impactos podem ser ganho de peso ou mesmo obesidade.
"Comer tarde pode inibir a degradação da gordura no organismo, que é um processo natural durante a noite", afirma Hirsch.
"E isso pode fazer com que uma pessoa que está tentando emagrecer tenha mais trabalho."

Refluxo

Outro problema de comer perto da hora de dormir é o refluxo, segundo a especialista.
Esse transtorno faz com que o conteúdo estomacal retroceda do estômago até o esôfago, o que pode irritar o esôfago e causar acidez gástrica, náusea, indigestão e, em alguns casos, provocar câncer de esôfago.
"Se uma pessoa come e vai dormir não consegue esvaziar o estômago, por isso o estômago fica cheio, e se a válvula gastroesofágica está alterada a comida vai subir."
Segundo estudos mais antigos, pessoas que comem antes de dormir têm maior risco de desenvolver sintomas de refluxo.

Mulher com dor no peitoImage copyrightTHINKSTOCK
Image captionAs refeições noturnas também podem ser responsáveis pelo aumento dos sintomas de refluxo

Em um artigo publicado no jornal americano The New York Times em 2015, Jamie Koufman, médico especializado em transtornos de refluxo, escreveu que esses transtornos se transformaram "em uma epidemia que afeta até 40% dos americanos".
Ele afirmou que também podem ser causas dessa "tendência inquietante" uma dieta ruim, com maior consumo de açúcar, gordura e alimentos processados.
"Há outra variável importante que vem sendo ignorada: a hora que jantamos."
O médico afirmou que o ideal é não comer após às 20h ou fazer a refeição noturna três horas antes de dormir.
"Concluindo, não é bom comer muito tarde nem comer e ir dormir", afirma a especialista em nutrição Sandra Hirsch.



Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/geral-37880798